Primeiros habitantes, invasores coloniais e novos bandeirantes: a dinâmica da exploração na Amazônia até a primeira metade do século XX
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Palavras-chave

Amazônia
indígenas
borracha
marcha para o Oeste

Como Citar

Biavatti, C. A., & Ertzogue, M. H. (2026). Primeiros habitantes, invasores coloniais e novos bandeirantes: a dinâmica da exploração na Amazônia até a primeira metade do século XX. Tellus, e261048. https://doi.org/10.20435/tellus.v26i55.1048

Resumo

Este artigo objetiva descrever como se deu a ocupação da região Amazônica, desde antes da chegada dos invasores europeus, até a primeira metade do século XX. Buscou-se compreender como as relações homem-natureza se transformaram durantes os séculos, principiando com a exploração basicamente de subsistência e chegando à utilização comercial intensiva dos recursos naturais. Utilizamos, para isso, procedimentos metodológicos da revisão bibliográfica e documental incluindo desde as crônicas dos primeiros exploradores europeus, até o discurso estatal, fomentadores da projeção da Amazônia como ambiente mítico. A história da ocupação humana na Amazônia ocorreu em fases distintas: estima-se que a primeira tenha ocorrido há cerca de 12.000 anos, já no século XVI, é registrada a chegada oficial dos europeus, o que desencadeou a intensificação da ocupação e exploração da Amazônia nos séculos seguintes. A chegada do europeu às terras da América, marcou o início de uma ruptura brutal na forma de exploração dos recursos naturais disponíveis nessas novas terras. A borracha foi um desses recursos, sendo explorada antes como novidade, em seguida como inovação tecnológica e, por fim, como insumo essencial para a vitória em conflitos bélicos. Nessa dinâmica, temos o indígena originário, o invasor europeu e, em um movimento colonizatório interno, a migração de habitantes de outras regiões do Brasil para a Amazônia, seja fugindo de condições adversas, como a seca no Nordeste, bem como a marcha incentivada pelo Estado, como forma de integrar a região amazônica ao restante do país.

https://doi.org/10.20435/tellus.v26i55.1048
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