Convívio de alunos indígenas e alunos não indígenas em uma escola indígena: um encontro de culturas
PDF

Palavras-chave

escola indígena
cultura
Macuxi
Wapichana

Como Citar

Mattos, S. M. N. de ., Mattos, J. R. L. de ., & Silva, A. A. da . (2024). Convívio de alunos indígenas e alunos não indígenas em uma escola indígena: um encontro de culturas. Tellus, 24(52), 39–62. https://doi.org/10.20435/tellus.v24i52.935

Resumo

O objetivo principal da investigação que resultou neste artigo foi analisar a relação no convívio de alunos indígenas e alunos não indígenas em uma escola indígena na comunidade Três Corações, no município de Amajari, no estado brasileiro de Roraima, que atende a alunos indígenas das etnias Macuxi e Wapichana. Trata-se de uma investigação com abordagem qualitativa de estudo de caso, na qual os instrumentos de investigação utilizados foram entrevista semiestruturada e observação participante. Foram entrevistados alunos indígenas, Macuxi, Wapichana, alunos não indígenas, professores indígenas, a vice-diretora e a coordenadora pedagógica da escola, para saber como é a relação no ambiente escolar, no convívio das duas culturas, indígena e não indígena, e como isso pode repercutir nos processos de ensino e de aprendizagem na escola. Os resultados obtidos mostram que a inclusão de estudantes não indígenas na escola indígena, que nesse caso é motivada por uma necessidade, vai ao encontro de uma boa harmonia entre os povos e ao reconhecimento da importância de qualquer cultura e do respeito mútuo entre todas.

https://doi.org/10.20435/tellus.v24i52.935
PDF

Referências

ANDRÉ, M. O que é um estudo de caso qualitativo em educação? Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 22, n. 40, p. 95-103, 2013.

BRASIL. Ministério da Educação e Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas. Brasília, DF: MEC; SEF, 2005.

BRASIL. Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 3 fev. 2023.

BRASIL. (Constituição [1988]). Constituição da República Federativa do Brasil. 35. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, 2012. Disponível em: http://bd.camara.gov.br. Acesso em: 3 fev. 2023.

CANDAU, V. M. Cotidiano escolar e práticas interculturais. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 46, n. 161, p. 802-20, 2016.

CANDAU, V. M. Concepção de educação intercultural. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio, 2014. [Documento de trabalho].

CANCLINI, N. G. Diferentes, desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade. Tradução: Luiz Sérgio Henriques. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.

CANCLINI, N. G. Culturas Híbridas: estrategias para entrar y salir de la modernidad. Buenos Ayres: Paidós, 2001

FOUCAULT, M. Estética, ética y hermenéutica. Obras Esenciales. [volume III]. Barcelona: Paidós, 1999.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 86. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 28. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

GOMEZ, A. I. P. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001

GUIJARRO, M. R. B. Inclusão: um desafio para os sistemas educacionais. Ensaios pedagógicos – construindo escolas inclusivas. Brasília, DF: MEC, p. 7-14, 2005.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL [ISA]. Povos Indígenas em Roraima. Povos Indígenas no Brasil, [s.l.], 2018. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Categoria:Povos_ind%C3%ADgenas_em_Roraima. Acesso em: 3 fev. 2023

LARAIA, R. B. Cultura: um conceito antropológico. 14. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

MATTOS, J. R. L.; MATTOS, S. M. N. Preservação ambiental e cultural na educação escolar indígena. In: MATTOS, J. R. L.; MATTOS, S. M. N. (Org.). Etnomatemática e práticas docentes indígenas. Jundiaí: Paco Editorial, 2018. p. 185-214.

MATTOS, S. M. N. Formação e prática docente: o currículo passado através das estratégias de ensinagem. In: MATTOS, S. M. N. (Org.). Currículo, formação e práticas docentes. Curitiba: CRV, 2018. p. 17-38.

MATTOS, S. M. N. O sentido da matemática ou a matemática do sentido: um estudo com alunos do ensino fundamental II. 2016. Tese (Doutorado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2016.

MATTOS, S. M. N. Inclusão/exclusão escolar e afetividade: repensando o fracasso escolar das crianças de classes populares. Educar em Revista, Curitiba, v. 44, p. 217-33, 2012.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS [ONU]. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris: ONU, 1948.

SANTOS, M. P.; PAULINO, M. M. (Org.). Inclusão em educação: culturas, políticas e práticas. São Paulo: Cortez, 2006.

SILVA NETO, A. O.; ÁVILA, E. G.; SALES, T. R. R.; AMORIM, S. S.; NUNES, A. K. F.; SANTOS, V. M. Educação inclusiva: uma escola para todos. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 31, n. 60, p. 81-92, jan./mar. 2018.

UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION [UNESCO]. Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: Comissão Internacional sobre os Futuros da Educação; UNESCO. Boadilla del Monte: Fundación SM, 2022.

WALLON, H. Os meios, os grupos e a psicogênese da criança. In: WEREBER, M.; NADEL-BRULFERT, J. (Org.). Henri Wallon. São Paulo: Ática, 1986.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2024 Sandra Maria Nascimento de Mattos, Jose Roberto Linhares de Mattos, Aldenor Araujo da Silva